Blog Anderson Souza · há 30 meses

Arrecadação federal de janeiro será surpreendente, diz Haddad

Blog Anderson Souza · há 30 meses

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), adiantou nesta terça-feira (6) que o resultado da arrecadação federal referente ao mês de janeiro surpreenderá o mercado. Os dados serão divulgados após o Carnaval, segundo o ministro.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

“O mês passado foi muito bom. Nós vamos divulgar depois do Carnaval os dados consolidados e ele foi muito surpreendente, a arrecadação”, disse o ministro durante o evento CEO Conference Brasil 2024, promovido pelo BTG Pactual.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Haddad também afirmou que em 2024 os dados de atividade do Brasil devem superar as expectativas do analistas, mas frisou que o cumprimento da meta fiscal deste ano depende da cooperação do Congresso Nacional.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Em painel mediado pelo economista-chefe do BTG, Mansueto Almeida, Haddad foi questionado sobre a descrença do mercado com relação à meta do governo de zerar o déficit fiscal neste ano.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

O ministro então disse que sua pasta está fazendo sua parte para cumprir a meta por meio da apresentação de medidas que aumentam a arrecadação, corrigindo o que ele chama de distorções tributárias, mas frisou que depende do Congresso para o Brasil ser bem-sucedido nesse sentido.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Segundo Haddad, o objetivo é buscar o resultado necessário para cumprir a meta sem contingenciar, ou seja, sem bloquear parte das despesas discricionárias do orçamento.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

“Quanto mais maturidade a gente tiver para compreender o contexto político hoje, mais fácil vai ser ajudar o Brasil a encontrar um caminho de desenvolvimento sustentável. O que era uma meta de governo, hoje é uma meta do país, é uma lei [zerar déficit primário]. Então, [a meta] foi chancelada pelo Congresso Nacional. Agora, o resultado não vem por um passe de mágica”, disse Haddad.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

“Depende de vários fatores, como por exemplo a apreciação das medidas que o governo apresenta ao Congresso (…). Então, o resultado primário depende do Congresso Nacional”, afirmou o ministro.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Dentro dessas distorções tributárias mencionadas, Haddad citou a desoneração da folha de pagamento de 17 grandes setores da economia brasileira, medida que foi implementada temporariamente em 2012 e depois foi prorrogada.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

O Congresso decidiu, no ano passado, prorrogar novamente a medida, mas em uma canetada o governo federal editou uma MP (medida provisória) reonerando esses 17 setores.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Haddad disse nesta terça-feira que a desoneração faz parte de um conjunto de medidas que desorganizaram o Brasil nos últimos dez anos.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

“Estou falando de uma década de desorganização. A desoneração da folha começou lá atrás, em governo nosso”, afirmou. “Ou seja, se a gente não rever os erros de 10 anos para cá para recolocar o país no trilho do desenvolvimento sustentável, nós vamos adiando nosso encontro com o futuro prometido e nunca realizado”, disse o ministro.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Haddad também falou sobre o Perse, o programa emergencial criado durante a pandemia para aquecer o setor de eventos, fortemente afetado pelas medidas de saneamento contra a Covid-19. O ministro reforçou a importância de acabar com o programa para aumentar a arrecadação, já que ele foi criado em um contexto que já não existe mais.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

“O Perse era para ter acabado, porque era uma medida emergencial”, disse o ministro. Segundo ele, o programa já custou aos cofres públicos R$ 17 bilhões de acordo somente com os informes dos contribuintes.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Antes de Haddad, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também esteve no evento do BTG. O ministro da Fazenda disse, durante seu painel, que há necessidade de cooperação, além do Congresso, do BC para baixar juros. Segundo Haddad, a economia brasileira depende do afrouxamento da política monetária para crescer.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

“Existe uma correlação. Quando a gente fala que a taxa de juros está em campo restritivo significa que a taxa de juros está desacelerando a economia. Às vezes a gente gosta de inventar nome para o que está acontecendo. A relação entre taxa de juros real e investimento é total”, disse Haddad.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Em um ambiente de corte de juros e presença forte do Brasil em transição energética, o ministro afirmou acreditar que a economia brasileira vai surpreender positivamente neste ano principalmente pelo aumento dos investimentos. “Eu penso que o investimento vai reagir. Esse foi o grande calcanhar de aquiles nosso no ano passado”, disse

Blog Anderson Souza · há 30 meses

A visão de Haddad de que os juros reais -a taxa básica descontada a inflação- estão altos demais foi corroborada por grandes gestores do Brasil que estiveram em um painel seguinte do mesmo evento.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Rogério Xavier, sócio-fundador da gestora SPX Capital, disse que o patamar atual de juros “está um exagero”, mas elogiou o trabalho de Campos Neto.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

“Ele está fazendo um excelente trabalho. Eu jamais, no meu melhor sonho, imaginei que o Banco Central pudesse ter feito a meta em 2023. Tem que tirar o chapéu”, disse Xavier. “Quando você olha para 2024 também a probabilidade de a inflação ficar no centro da meta ou abaixo é muito grande (…). E não tem justificativa para os juros estarem tão altos como eles [BC] estão carregando”, completou.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Xavier disse acreditar que Campos Neto tem uma visão muito pessimista do que pode acontecer com a inflação no cenário externo, e ressaltou que enxerga o ambiente no exterior de forma diferente. Para o gestor, há todos os elementos para forte corte de juros na Europa e redução do aperto monetário nos Estados Unidos.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

André Jarkurski, sócio-fundador da JGP, por sua vez, afirmou que as taxas de juros no Brasil estão “extraordinariamente” elevadas. “Acho que no momento que tivermos juros mais comportados e tiver uma mudança de fluxo os ativos [brasileiros] vão andar, tem muitos ativos que estão muito baratos”, disse se referindo aos investimentos em Bolsa no país.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

Também presente no painel, Luís Stuhlberger, da Verde Asset, disse que calcula que a taxa básica de juros nos EUA pode chegar ao patamar de 4% até o fim deste ano e que, nessa situação, seria razoável no Brasil uma taxa de juros de 8% a 8,5%.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

“Mas acho que o mercado vai parar [a projeção] nos 9% porque o Banco Central brasileiro tem medo de um pontinho a mais de corte causar uma não-linearidade. O Brasil passou por isso algumas vezes e acho que o Banco Central e os Bancos Centrais que virão vão ter um certo receio e esperar um tempo”, analisou.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

A taxa básica de juros brasileira, Selic, passou pelo quinto corte consecutivo de 0,5 ponto percentual na última quarta-feira (31), alcançando o patamar dos 11,25% ao ano, o menor desde março de 2022. Na ata da reunião que resultou na decisão de redução dos juros, divulgada nesta terça-feira, o colegiado disse que antevê cortes da mesma magnitude nas próximas reuniões.

Blog Anderson Souza · há 30 meses

📖 Gostou do conteúdo?

Leia o artigo completo no Blog Anderson Souza e fique por dentro de todas as novidades!

Próxima story